A esperança é a última que morre. | “High As Hope” por Florence + The Machine | Crítica

Florence and the machine high as hope crítica saga das músicas downloadAcaba de sair, oficialmente, o mais novo disco de Florence and The Machine. ‘High As Hope’ é o quarto álbum da banda, sucedendo “How Big, How Blue, How Beautiful“, de 2015. O grupo inglês seguiu com o estilo orquestrado de suas canções e nos trouxe, desta vez, uma mensagem muito positiva de esperança. Sua produção é assinada pela vocalista, Florence Welch, e Emile Haynie.


Florence nos trouxe o bom e velho Art Rock, em sua boa forma instrumental. A banda faz música à moda antiga. Suas canções trazem uma grande gama de instrumentos, para cada faixa um estilo de instrumento diferente. O que mais está em alta são as cordas. Violinos, baixo, violão, piano, a boa e velha harpa, etc. Também tem muita percussão e instrumentos de sopro, como saxofone, tuba, entre outros.

O álbum tem fortes influências do R&B e do Blues inglês. Algumas músicas também são voltadas ao jazz, como “Big God por exemplo. É o típico disco que investe na parte instrumental, pois assim como suas letras, os arranjos também transmitem mensagens. E é realmente incrível a forma que cada canção consegue criar um clima, uma espécie de ambiente único, que não se vê em qualquer trabalho. Emocionante e excitante.

Diferente de seu disco anterior, “High As Hope” não tem tantas músicas agitadas. Suas faixas, algumas parecem ter saído de uma orquestra sinfônica, com canções de uma trilha sonora saídas de um filme de fantasia. Enquanto outras se assemelham ao repertório de uma banda de bar, como na faixa “Grace”, como exemplo. Não que isso seja uma ofensa, jamais. Soa como Sara Bareilles e em outros momentos como Arctic Monkeys em “Tranquility Base Hotel & Casino”.florenceEntrando na composição das letras, descemos um pouco mais fundo dentro da personalidade de Florence Welch. Em “How Big, How Blue, How Beautiful” a vocalista mostrou um de seus lados mais pessoais ao dizer como se sentia à respeito do amor, da fama e de como sua vida pessoal estava se desenvolvendo ao redor disso. Já neste álbum a cantora se abre um pouco mais, de forma visceral.

O álbum é aberto com “June“, que aborda a reta final da era de seu último álbum. A música trás a sensação de vida nova, renovação. Florence deixa claro que ela não é a mesma. Já em sua terceira faixa, “South London Forever“, a vocalista fala sobre seu período de faculdade e suas experiências com bebidas. Segundo ela mesma, a canção é sobre como você “pisca” seus olhos e os anos já se passaram. A partir daí eu entendi que se trataria de um trabalho confessional, que usa do poder da nostalgia para criar suas camadas.

O álbum surgiu do livro de poemas de Florence, chamado “Useless Magic”. A vocalista contou em entrevista que na volta para New York, observou o céu acima do viaduto e se sentiu inspirada a escrever um poema, ‘New York Poem (For Polly)‘, que incluía a frase “ever reach, high as hope“. A partir disso ela utilizou alguns de seus poemas e rascunhos e os transformou em composições musicais. De início, o álbum se chamaria “The End Of Love“, mas Florence achou que seria algo muito negativo.

‘High As Hope’ conversa sobre diversas partes da personalidade de Florence, abordando até mesmo o seu núcleo familiar, em “Grace“, onde a cantora conversa com sua irmã por meio de sua composição, é um grande pedido de desculpas. A inglesa também mandou um recadinho para a sua musa inspiradora, Patti Smith, na faixa “Patricia“.

Uma das canções mais emocionantes de todo o álbum é “The End Of Love”, que fala sobre o sentimento de esvaziamento sentimental. Sua letra fala sobre sentir o vazio do amor, que obriga as pessoas a entrarem em relacionamentos apenas para preencherem essa parte que elas sentem faltar. A música ainda trás referências ao suicídio da avó de Florence.

É, sinceramente, o disco mais emocionante que eu critiquei neste blog. Sua linha instrumental, a composição das letras, a mensagem que o álbum passa como um todo… É simplesmente tocante. O álbum de Florence usa de sua transparência e pureza para cativar qualquer um que o ouvir. Torna-se fisicamente impossível não se apaixonar por “High As Hope” de primeira. Este causa empatia e amor por suas letras e arranjos. Uma verdadeira obra de arte sonora.

Leia também: Florence + The Machine | Discografia

Nota: 4,9/5.

Ouça:

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2 pensamentos sobre “A esperança é a última que morre. | “High As Hope” por Florence + The Machine | Crítica

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