Lana Del Rey e seu Desejo Pela Vida (Lust For Life – Análise & Crítica)

Após um ano de folga, Lana Del Rey decide voltar com tudo, mas desta vez com um tesão, incompreendido, pela vida. Seu mais novo álbum, “Lust For Life“, é bem controverso e cheio de letras bem elaboradas, até um pouco difíceis de serem decifradas, e batidas sensuais.

Após o vazamento de seu álbum, e após a cantora xingar todo mundo de “little fuckers” no Twitter, a cantora lançou hoje, 21/07, seu álbum nas lojas virtuais e plataformas de stream.

Segundo Lana, seu álbum estará explorando o lado mais acústico da coisa, que começa após as primeiras músicas. Lana, aparentemente, quer mudar um pouco o seu estilo.

Lust for Life

Algumas das mudanças começam logo pela arte de capa e pelo nome, “Lust For Life”, que traduzido vira algo como “Desejo Pela vida”, que é um pouco controverso já que a cantora já disse em entrevista que queria estar morta, isso até virou meme entre seus fãs.

A arte de capa, diferente das anteriores, trás uma Lana mais feliz, sorridente, com flores no cabelo, etc. Detalhe que esse caminhão ai atrás é o mesmo da capa de “Born To Die“. A cantora disse que a fotografia foi tirada por sua irmã no dia da gravação do clipe de “Love“. A capa consegue realmente trazer um sentimento diferente sobre a cantora e suas músicas. Algo mais contagiante e feliz.

De fato o disco está menos sombrio e um pouco distante dos três anteriores. Diferente do “Honeymoon“, de 2015, que é mais orquestrado, bem anos 50, música clássica mesmo! Lust For life é um pouquinho mais agitado, tendo colaborações com Rappers, batidas, músicas e composições políticas. O álbum não é sobre tristeza e sim sobre ser jovem e vivo para curtir a vida.

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Suas composições são realmente coisa de outro mundo, muito elaboradas e bem difíceis de serem interpretadas. As que eu mais gostei foram: Love, faixa que inicia o álbum. A canção fala sobre ser jovem e curtir a vida ao máximo, sem se preocupar com o passado ou o futuro e viver o presente. Eu acho que a canção ficaria mais legal com um remix dançante, pois é bem parada.

Summer Bummer, que conta com a participação de Playboi Carti & A$AP Rocky. A canção é sobre aqueles amores de verão, que não passam de uma ficada. O refrão fala para a pessoa não ser uma “bummer”, gíria americana para alguém problemático, que cria decepções ou frustrações. Eu gostei mais da melodia mesmo.

Beautiful People Beautiful Problems, com participação de Stevie Nicks. A canção cita o fato de reclamarmos da vida constantemente, mas somos pessoas bonitas com problemas bonitos, então temos que tentar. Talvez uma metáfora sobre a própria Lana.

E por último, “God Bless America – and All the Beautiful Women in It” junto de “When the World Was at War We Kept Dancing“, Ambas músicas políticas que retratam o “cenário que guerra” que os E.U.A estão presenciando ultimamente. Ambas tem letras incríveis. A própria cantora disse que escreveu muitas músicas políticas, mas as cortou do álbum, então ela deixou apenas as mais irônicas.

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Lana Del Rey nunca foi minha praia. Vocês podem colocar uma faixa diferente de cada álbum dela para eu ouvir, mesmo assim vou achar que todas pertencem ao mesmo CD, porque todas as suas músicas são iguais.

O disco é, musicalmente, quase idêntico aos três anteriores, com poucas diferenças aparentes, pois só quem é fã ou ouve os álbuns com cuidado consegue perceber a mudança. As únicas coisas que mudam são as artes de capa e as letras, pois a cantora tem uma vibe diferente em cada álbum, mas de resto… piano, violino, contrabaixo e voz arrastada e sussurrada.

Não irei dizer que é um álbum ruim, porque não é! O problema é realmente o lema que a cantora leva para a sua carreira: “Em time que está ganhando não se mexe“. E daí Lana não muda e não inova. E eu sei que muitos vão falar que é o estilo dela, o jeito dela de fazer música, etc, mas todo mundo muda de estilo algum dia. Ninguém é emo pra sempre, assim como ninguém é vintage pra sempre. Esse negócio de anos 60 já enjoou um pouco. Isso porque a cantora disse que seu estilo estaria diferente…

A conclusão a qual cheguei é que: É um excelente álbum, lindas canções, traduções sensacionais, mas o estilo é o mesmo desde 2012. Falaram tanto da Katy Perry por ela ser repetitiva… espero que o fato da Lana nunca mudar seja pauta para os críticos de plantão.

Nota: 3,7/5.

Ouça na íntegra:

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3 pensamentos sobre “Lana Del Rey e seu Desejo Pela Vida (Lust For Life – Análise & Crítica)

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