Lorde – Melodrama (Análise & Crítica)

 Depois de quase quatro longos anos, após o lançamento de seu primeiro álbum “Pure Heroine“, Lorde retorna aos palcos com o lançamento de seu mais novo disco. Melodrama, diferente de Pure Heroine, trás uma Lorde diferente, mais alegre, colorida, com uma voz mais potente, etc.

Melodrama Lorde resolveu que dessa vez queria criar uma obra de arte, algo já perceptível pela capa, uma bela pintura da cantora deitada em uma cama, com cores vibrantes. Quase uma obra futurista.

 As músicas que encontramos no Melodrama são completamente diferentes da era “Royals” e “Team“. Dessa vez temos batidas e músicas dançantes. Claro que tem uma balada ou outra, um rock aqui, uma mais pensativa ali. Enfim.

 Em geral, é um trabalho experimental que deu super certo. Sem falar que algumas das músicas me lembraram muito o David Bowie. A própria cantora já declarou que seu álbum tem sim canções inspiradas em Bowie.

 “É difícil fazer algo e não pensar ‘O que David pensaria sobre isto? Se eu pudesse tocar esta música para ele, o que ele diria?'”, “Todo o tempo que passei criando este disco, tive ele em minha mente e em meu coração”. – Declarações feitas por Lorde em entrevista para a BBC.

Até o presente momento, minhas faixas favoritas do álbum são:

The Louvre, que começa com uma guitarra bem legal, depois toma corpo e se transforma em uma canção eletrônica lenta. O refrão é meio fraco e não combina com o resto da música, mas gostei dela em geral.

Liability, foi a que mais me lembrou Bowie, quase consegui ouvi-lo cantando. Sua letra é interessante na verdade. Fala sobre quando as pessoas te usam até que seus objetivos sejam concluídos, depois te largam. Bem fossa mesmo.

Sober lI (Melodrama),  é, sem sombra de dúvidas,  uma das minhas favoritas. Lembra um pouco Lana Del Rey por ser orquestrada e etc. Mas Lorde consegue dar um toque único para a canção.

Supercut, que é a música “good vibes” do álbum. Tem piano, sintetizador, batidas secas. O tipo perfeito para tocar nas baladas.

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 Em geral só essas mesmo. Uma coisa que percebi ouvindo ao disco é que, a maioria das músicas tem uma sonoridade diferente uma da outra, mas todas tem o mesmo clima. Algo meio sombrio, esperançoso, poético, artístico, etc.

 Não gostei muito de alguns refrões. Parece que as músicas tem um corpo legal, mas é só chegar no refrão que ela perde todo o sentido. Isso acontece em mais de uma música. Sem contar que o álbum não tem um gênero fixo. Tem músicas que são continuações das outras, mas em geral todas são um pouco distantes. O que para alguns pode ser bom, para outros pode ser ruim.

 Devo admitir que me surpreendi com esse trabalho, eu não dava nada pra esse álbum, até ouvi-lo. A cantora neozelandesa realmente conseguiu impressionar com seu talento, principalmente sua voz que não está aquela coisa forçada de 2013. Está boa até ao vivo. Não posso julgar mal o disco, porque houve sim uma evolução desde o “Pure Heroine“. Vamos dar a Lorde um descanso e um ponto positivo.

Nota: 4/5.

Ouça na íntegra:

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2 pensamentos sobre “Lorde – Melodrama (Análise & Crítica)

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