Fluxe – Get Life (Análise & Crítica)

Tenho mantido bastante contato com a música brasileira ultimamente, o que me proporcionou conhecer alguns cantores e bandas, daqui do nosso país mesmo, que são realmente ótimas. Uma delas é a Fluxe, e é de seu álbum “Get Life” que irei falar hoje.

Fluxe Get Life

Get Life é um trabalho totalmente independente (Indie), realizado por Diego PoloniGustavo Peixoto, João Karpps & Thiago Fusco. 

O álbum, que conta com 10 faixas, foi lançado em 2016 pela gravadora Sweaty Records.

Suas músicas em geral são bem suaves e gostosas de ouvir, até a faixa mais agitada é bem calma. Sendo assim, perfeitas para ouvir quando você  for andar de carro, ônibus, bicicleta… até mesmo quando for ler um livro ou estudar.

Todas as músicas são em inglês, as letras em geral falam sobre amor, nostalgia, o mundo, a vida, o futuro… no geral tem algumas baladas muito lindas, mas todas trazem sempre uma mensagem filosófica e pessoal.

A faixa “My Favorite Pillow” lembra um pouco do ritmo musical brasileiro com seu instrumental. Sua letra fala sobre sonhar, mas sonhar com a pessoa amada e com a paz.

Já a faixa “Childhood“, uma das minhas favoritas e mais agitadas do álbum, parece muito a trilha sonora de alguma série cult. Sua letra fala sobre o futuro e amadurecimento. Me trouxe um sentimento de nostalgia, não sei porquê, mas é uma música realmente muito gostosa de ouvir.

A minha faixa favorita mesmo é “The Earth/ Human Being“, que conta apenas com uma estrofe, mas não deixa de nos tocar com sua simplicidade e realidade. Leia a tradução: “Oração para salvar todos nós da terra, nós construímos o fim Com mentiras, ódio, ignorância… A terra…”

Algo que notei quando fui ler as letras de cada música, foi que a maioria delas fala um pouco sobre o planeta, a natureza, o oxigênio, etc. Eu achei muito inteligente e interessante a banda ter escolhido abordar esse tema, não tão presente no mundo musical, em seu primeiro álbum.

O que eu mais gostei desse trabalho foram as composições, que são verdadeiros poemas cantados. Os instrumentais, que me tocaram bastante, e a mixagem. Foi realmente um trabalho muito bem feito e que me encantou. As músicas da banda Fluxe com certeza entrarão nas minhas futuras playlists.

A única coisa que me incomodou um pouco, em todo o disco, foram as vozes distantes do vocalista. As vezes a voz dele (ou deles) parecem um eco distante, que funciona muito bem em algumas músicas, mas não tanto em outras. Algumas canções do álbum me lembraram a banda “The Horrors” que também trabalham com músicas calmas e vocais distantes.

No geral eu gostei muito do álbum, já ouvi ele umas quatro vezes do início ao fim. As músicas realmente me lembram trilhas sonoras e quero muito vê-las (ou melhor, ouvi-las) em algum filme ou série. Espero que a banda lance mais álbuns e EP’s, pois seu trabalho precisa chegar ao máximo de pessoas possível.

Para terminar o post, Thiago Fusco falou um pouco sobre suas inspirações musicais: “Musicalmente falando me chama atenção artistas que me soam densos, viscerais, como se ele e a música fossem uma coisa só. Rapidamente diria Radiohead, Caetano, Neil Young, Cartola.”

Espero que tenha gostado do post, ouça o álbum na íntegra:

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2 pensamentos sobre “Fluxe – Get Life (Análise & Crítica)

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